Testemunhos
Vozes que acompanham o caminho
De uma menina de catorze anos a um Prémio Nobel da Paz. A mesma ideia, dita por vozes muito diferentes: a sensibilidade constrói pontes.


O prefácio
Lutei grande parte da minha vida pela liberdade de um povo. Olhando para trás, foi efetivamente o sentido de comunidade e de préstimo às pessoas que me deu a coragem para lutar pelos ideais humanos. Há todo um conjunto de ações e pensamentos para os quais não existem palavras.
O século XXI exige um debate de pensamentos e opiniões dentro do universo das pessoas, isto é, pessoas e trabalho. A espiritualidade no trabalho, tal como apresentada neste livro, é uma abordagem que se insere neste universo.
Sendo a espiritualidade no trabalho um conceito transversal aos meios de investigação oriental e ocidental, então, esta ferramenta de gestão é necessária.
O mundo de hoje é uma sociedade de organizações. Estas têm o poder de desempenhar um contributo positivo na conquista de um mundo mais justo. Mas para isso é imprescindível que as lideranças se mobilizem em torno deste desígnio.
José Ramos-Horta
Prémio Nobel da Paz · Presidente da República Democrática de Timor-Leste
Prefácio de Espiritualidade 4.0, de Maria Joëlle
Uma carta
A Riley tem catorze anos e vive em Manila, nas Filipinas. Passou uma temporada em casa de Maria Joëlle, em Coimbra. Antes de partir, deixou esta carta. Fica aqui porque mostra aquilo em que a ELLYWISE acredita: que a sensibilidade constrói — pontes entre pessoas, entre diferentes — e que as grandes transformações do mundo também podem começar aos catorze anos.
Querida Tia Joëlle,
À medida que o tempo que passei convosco está lentamente a chegar ao fim, queria agradecer-te por tudo o que fizeste por mim.
Estou especialmente grata por todo o tempo que dedicaste a ouvir-me, por me perguntares como eu estava e por falares comigo sobre tantas coisas. Nunca me fizeste sentir que os meus pensamentos ou sentimentos fossem pouco importantes.
“Confia no processo da vida.”
Com muito, muito amor, Riley ❤️
26 de julho de 2026 · Coimbra

Um analista
“Reencontrar o Humano”

Germano Almeida
Autor do programa “Guerra e Paz”, no Now, e de sete livros sobre política internacional
Vivemos na era da rapidez e da ditadura da eficiência. Das organizações e das pessoas espera-se eficácia e razão. A temperança deu lugar à voracidade.
A busca incessante do sucesso perde o seu sentido se com ela deixar de estar acompanhada o Humanismo. Só há Razão com Coração.
O trabalho que a Maria Joëlle há anos desenvolve na área da Espiritualidade ajuda-nos a perceber a necessidade de encontrarmos travões ao caminho que está a ser trilhado.
As perspetivas de desenvolvimento dos modelos mais avançados de IA ameaçam agravar essa tendência, a um ponto em que deixe de ser humanamente possível acompanhar a velocidade do que é produzido, processado e esperado.
Abordagens como a que a Maria Joëlle nos propõe ajudam-nos a recuperar a perspetiva. E a lembrar-nos que terá de ser sempre o humano a estar no centro de tudo. Só as pessoas têm emoções. Só as pessoas têm espiritualidade. Não há eficácia sem propósito. Não há caminho sem sentido. O desafio é cada vez maior e, por isso, a necessidade de nos reencontrarmos torna-se também ela maior.
Reencontremo-nos, pois, com a nossa Espiritualidade.
Um par

Pedro Caramez
Formador e consultor para equipas de vendas, marketing e recursos humanos
A Maria Joëlle é uma profissional que alia competência, proximidade e uma enorme capacidade de criar relações de confiança. É um privilégio acompanhar o seu percurso e tê-la na minha rede de amigos.
Uma aluna
“Ensinou-me muito mais do que os conteúdos das aulas.”

Cláudia Pereira
21 anos · Licenciatura em Comunicação Organizacional Escola Superior de Educação · Universidade Politécnica de Coimbra
Gerente de Turno · McDonald’s Portugal, Coimbra Solum
Ao longo da minha licenciatura tive o privilégio de ser aluna da Professora Maria Joëlle em três unidades curriculares. Posso dizer, com toda a sinceridade, que foi uma das pessoas que mais marcou o meu percurso académico e pessoal.
A Professora Maria Joëlle tinha uma forma muito própria de estar e de ensinar. Antes mesmo de começar a aula, fazia questão de reservar alguns minutos para saber como os alunos estavam. Esse pequeno gesto fazia-nos sentir vistos, ouvidos e valorizados. A sua serenidade, calma e capacidade de transmitir confiança criavam um ambiente onde era impossível não nos sentirmos acolhidos.
Pediu-me que olhasse para a câmara do telemóvel como se estivesse a olhar para mim própria e que dissesse em voz alta as qualidades que via em mim.
Em palco
“Recrutamento e Seleção na Era da Inteligência Artificial”
Moderação da mesa-redonda no Job Summit da Universidade Politécnica de Coimbra & Science2Business — Empowering Futures, com três especialistas que vivem esta transformação no terreno.
O painel
- Sara DiasTalent Acquisition Manager, MC Sonae
- Sandra BorgesConsultora Técnica, Centro Nacional Europass
- Sílvia TavaresDiretora Executiva, TalentMatches
